Manual Básico | CSF

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Não é segredo pra ninguém que esse ano irei embarcar em uma aventura lá do outro lado do mundo. Em julho estou embarcando para a Nova Zelândia para fazer 1 ano de Arquitetura e Urbanismo na University of Auckland pelo programa Ciência Sem Fronteiras.

Quando decidi me inscrever fui buscar informações pela internet sobre o programa e quase não encontrei. As fontes eram quase sempre mais formais (como site de notícias e o próprio site do programa) e praticamente não encontrei relatos de pessoas que tinham feito ou estavam fazendo o intercâmbio. Com todas as dificuldades que encontrei resolvi, além de contar como será a experiência por lá, ajudar as pessoas que querem se inscrever e se aventurar na busca de uma bolsa de estudos fora do país.

csf5Para começar vamos falar do programa em si!

Afinal, o que é o Ciência Sem Fronteiras? A grande maioria das pessoas (inclusive eu, antes de participar de todo o processo) sabe que é um programa do Governo Federal para fazer faculdade fora do país. E só! Sério! A gente vê na televisão e pela internet falando da oportunidade, mas ninguém nunca explica o que realmente é o programa.

Segundo a descrição do site do programa, “ O Ciência sem Fronteiras é um programa que busca promover a consolidação, expansão e internacionalização da ciência e tecnologia, da inovação e da competitividade brasileira por meio do intercâmbio e da mobilidade internacional. A iniciativa é fruto de esforço conjunto dos Ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e do Ministério da Educação (MEC), por meio de suas respectivas instituições de fomento – CNPq e Capes –, e Secretarias de Ensino Superior e de Ensino Tecnológico do MEC”.

Na prática é uma oportunidade que o Governo Federal dá para o brasileiro de estudar fora do país, arcando com os custos dessa experiência. Ele faz com que o aluno tenha experiências diferentes dentro de sua área, possibilitando um aprendizado maior. Com isso a pessoa pode aprender coisas que não aprenderia no Brasil e, consequentemente, trazer esse conhecimento para ser aplicado aqui.

O programa disponibiliza bolsas para os programas de Graduação Sanduíche, que é quando você vai fazer uma parte da sua graduação fora do país e volta para se formar (e é o que a grande maioria faz), Desenvolvimento Tecnológico e Inovação no Exterior, Doutorado Sanduíche, Doutorado Pleno e Pós – Doutorado. Além disso ele possui 2 projetos para atrair pesquisadores para o Brasil e possibilitar a interação entre pesquisadores de diversos países.

Ok. Entendi o que é o programa! Como eu sei se posso participar?

Infelizmente o CSF não contempla todas as áreas. Como ele tem como objetivo a troca de experiências e conhecimentos nas áreas de tecnologia e inovação, apenas alguns cursos dão a oportunidade aos seus alunos de participarem. As áreas contempladas são:

  • Engenharias e demais áreas tecnológicas;
  • Ciências Exatas e da Terra;
  • Biologia, Ciências Biomédicas e da Saúde;
  • Computação e Tecnologias da Informação;
  • Tecnologia Aeroespacial;
  • Fármacos;
  • Produção Agrícola Sustentável;
  • Petróleo, Gás e Carvão Mineral;
  • Energias Renováveis;
  • Tecnologia Mineral;
  • Biotecnologia;
  • Nanotecnologia e Novos Materiais;
  • Tecnologias de Prevenção e Mitigação de Desastres Naturais;
  • Biodiversidade e Bioprospecção;
  • Ciências do Mar;
  • Indústria Criativa (voltada a produtos e processos para desenvolvimento tecnológico e inovação);
  • Novas Tecnologias de Engenharia Construtiva;
  • Formação de Tecnólogos.

Os editais saem geralmente entre os meses de maio/junho e outubro/novembro. Cada país tem um edital distinto, podendo ser coordenado pelo CAPES ou CNPq.

Além de ser estudante de algum dos cursos acima, existem 3 fatores importantíssimos para poder você se inscrever:

  • Ter a nota do ENEM acima de 600;
  • Estar com mais de 10% e menos de 90% do curso concluído;
  • Ter o exame de proficiência ou nivelamento na língua do país que pretende se inscrever;

Ah! Se você tiver artigos ciêntíficos publicados ou tiver participado / participa de Programas de Iniciação Científica ajuda você na hora da seleção, pois a escolha dos alunos é feita a partir da análise do currículo acadêmico. Você não faz prova para poder entrar no programa. Muitas universidades possuem um edital próprio para pré-selecionar os alunos para a inscrição no CSF (o que não foi o meu caso), então procure saber na sua universidade se existe alguma coisa desse tipo.

 

Espero ter ajudado a tirar algumas dúvidas básicas sobre o programa. Quem tiver alguma dúvida ou curiosidade é só perguntar aqui, no facebook ou pelo e-mail (contato@paulamartins.com).

No próximo post vou falar um pouco dos países e como (e porquê!) eu escolhi a Nova Zelândia como meu destino.

Beijos!

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